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A EDUCAÇÃO MEDIÚNICA NA UMBANDA

A EDUCAÇÃO MEDIÚNICA NA UMBANDA

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Por Noberto Peixoto

A Umbanda, por ser um canal aberto de entrechoques vibratórios com o Astral inferior, implica maiores obstáculos aos médiuns.
A prática mediúnica umbandista tem de ser continuada por longo tempo, sem interrupções, e trilhada com reverência e devoção esmerada. A lide umbandista parece fascinante a princípio, e o neófito anseia por ter logo o “seu” caboclo e preto velho. Na verdade, da multidão que ingressa constantemente nas frentes de trabalho da Divina Luz apenas uma microscópica minoria está apta a perseverar e progredir. A grande maioria dos aspirantes logo enjoa do ritual, não se motiva mais a colocar o uniforme branco e se impacienta com a demora para ser aceita como médium “pronto”. Muitos acabam desistindo por completo ou mantendo as aparências, com o objetivo de só se beneficiar dos trabalhos, almejando a melhora milagreira das condições de existência diante da difícil e “injusta” vida.
Fora poucos, a grande maioria não apresenta maturidade espiritual para continuar na verdadeira Umbanda, e muitos acabam por buscar locais em que o mediunismo apresenta resultados mais rápidos, como o são os das práticas mágicas populares.
O mundo e os objetivos pessoais por esses cidadãos são movidos bloqueiam a vontade de servir ao próximo, que é o sacrifício altruístico que a Umbanda impõe a todos.

– do livro A MISSÃO DA UMBANDA


INICIAÇÃO NA UMBANDA. O verdadeiro adepto e médium.
Por Norberto Peixoto.

Você pode “saber” intelectualmente todos os tipos de mediunidade, o arquétipo de todos os Orixás, todas as linhas de trabalho, o nome de todas as entidades, todos os pontos cantados… Ainda você pode ter um manual impresso ou e-book que “ensine” consagrar um congá, firmar um Cruzeiro das Almas e assentar Exu. Enfim, você pode ‘saber” muitas coisas da religião de diversas fontes. Agora, se você nunca praticou sua mediunidade numa corrente, é um dedicado estudioso, simpatizante e até frequentador habitual de nossos Ritos Públicos. Todavia, somente com o “pé no terreiro”, com presença, regularidade, tempo e sentimento de identidade e pertença, você se tornará verdadeiramente um médium adepto da Umbanda.

 

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