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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

A terceira voz

A terceira voz

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PIEDADE A DISTÂNCIA

Pessoas ficaram chocadas com a visão de um cordeiro sendo esquartejado ao vivo na TV, recentemente. Protestos, revolta…Por quê? Porque tiveram que ENCARAR aquilo que habitualmente fica escondido na história da bandeja de carne que compram no supermercado – que não tem trilha sonora, portanto não inclui os gritos de agonia das vítimas, nem imagens dos animais brutalmente executados.

CORAÇÕES SENSÍVEIS?

“Os corações integralmente bondosos e piedosos não só evitam matar o animal ou ave, como ainda não têm coragem para devorar-lhes as entranhas sob os temperos de cebola, sal e pimenta…Aquele que mata o animal e o devora ainda pode ser menos culpado, porque assume em público a responsabilidade do seu ato. No entanto, o que não mata, por piedade ou receio de remorso, mas devora gostosamente a carne do animal ou ave, trucidados por outros, age manhosamente perante Deus e a sua consciência.
A piedade a distância não identifica o caráter bondoso, pois muita gente foge aflita, quando o cutelo fere o infeliz animal, mas retorna satisfeita logo que a panela para de ferver e as vísceras se apresentam apetitosas.

FINGIR QUE NÃO VÊ

As criaturas que matam a ave ou o animal no fundo do quintal, ou que obtêm o seu salário no trabalho dos matadouros, podem ser almas primitivas, que não avaliam o grau de sua responsabilidade espiritual junto à coletividade do mundo físico. Mas aqueles que fogem na hora cruel do massacre do irmão inferior BEM DEMONSTRAM COMPREENDER A PERVERSIDADE DO ATO e o reconhecem como injusto e bárbaro. Em consequência, ratificam o conhecimento de sua responsabilidade perante Deus, recusando-se a assistir àquilo eu em sua mente significa severa acusação do espírito. Confirmam ter conhecimento da iniquidade de se matar o animal indefeso e inocente. É óbvio que, se depois o devoram cozido ou assado, ainda maior se lhes torna a culpa, porque o mesmo ato que condenam fica justificado plenamente na hora famélica da ingestão dos restos mortais do animal.
Os fujões pseudamente piedosos não passam de cooperadores das mesmas cenas tétricas do sacrifício do animal; o consumidor de carne também não passa de um acionista e incentivador da proliferação de açougues, charqueadas, matadouros e frigoríficos.

SE REVOLTARAM NA TV E FORAM ALMOÇAR O RESULTADO

O vosso código prevê penas severas tanto para o executor como para o mandante dos crimes de coparticipação mental, pois a responsabilidade pesa sobre ambos. Os que não matam animais ou aves, por piedade, mas digerem jubilosamente os seus despojos, tornam-se coparticipantes do ato de matar, embora o façam a distância do local do sacrifício; são na realidade cooperadores anônimos da indústria de carnes, incentivam a matança ao consumirem a carne que mantém a instituição fúnebre dos matadouros e o trucidamento daqueles que Deus também criou para a ascensão espiritual!”

RAMATÍS
“Fisiologia da Alma”

O PROGRAMA DE TV EM QUESTÃO, EMBORA CRUENTO, FOI UM SERVIÇO PRESTADO À VERDADE INCOVENIENTE E DISFARÇADA. Mostre mais, por favor.

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