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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

A ÚNICA COISA QUE PRECISAMOS

A ÚNICA COISA QUE PRECISAMOS

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Renato Brasil Perillo

A ignorância e a falta de sensibilidade produzem tragédias pessoais e coletivas. A moça que apresenta o noticiário do Globo Esporte se declarou gay, não foi? E é competende, excelente apresentadora. Continuou no emprego na Globo. Como seria se trabalhasse na Record? Demitida, certamente.

É a violência da exclusão dos autoritários, dos que não olham para dentro de si mesmo. Há muito medo! Muitos usam tampões de dogmas religiosos para se sustentar numa máscara socialmente ‘aceitável’ ou assumem uma postura que não é sua e que se mostra frágil ao longo do tempo, ou quando ninguém vê. Ali, no anonimato, mostram sua verdadeira natureza, que pode ser trágica.

Vejam os eventos terríveis do estupro das duas crianças em SP. Mel e Bia foram assassinadas no mesmo dia do desaparecimento. Estupradas e asfixiadas até a morte. Abandonadas numa sucata velha, só foram encontradas pelo forte odor dos seus corpos em decomposição. O mistério sobre a morte das meninas foi revelado com a confissão de Marcelo Souza ao confessar ser um “maníaco sexual” e ter atração por crianças do sexo feminino. Por esse motivo, foi proibido pela mulher de dar banho na filha de 4 anos. Aos policiais, também afirmou ter sido vítima de violência sexual aos 12 anos, praticada pelos primos… Aguentou seus infernos internos até que explodiu…. E se fosse tratado? E se houvesse um olhar interno capaz de suportar as misérias de dentro ao ponto de acolhê-las e de curá-las através do amor? Não do amor externo mas sim do amor de si mesmo, o amor próprio, o nosso amor à nós mesmos.

Vejam o caso da Creche de Minas, onde o Vigia se incendiou e queimou vidas. Ele era um ser infeliz que não foi tratado e aguentou até onde pôde. Quem se julga vítima, vitimiza. Quem está ferido, fere. Quem é violento consigo mesmo, quem foi oprimido é violento e opressor! Gente feliz não interfere não agride nem perturba!

Precisamos do nosso amor a nós mesmos. Talvez o único amor incondicional. Há que se olhar para dentro. O verdadeiro enigma da Esfinge Grega não é “Decifra-me ou devoro-te!” e sim “decifra-te ou tu mesmo te devorarás!” Apenas quem se conhece pode se amar. Não temos condições de amar o que não conhecemos.

Nas palavras de Goethe: “Se tudo falta aquele que falta consigo mesmo” por oposição, “Tudo tem aquele que é presente consigo mesmo ( que se ama)” Que cada um possa se conhecer e estar presente consigo mesmo em cada instante, se amando plenamente, enriquecendo sua vida e o mundo!

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