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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

ASSIM É A UMBANDA

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Por Norberto Peixoto

O Caboclo das Sete Encruzilhadas nunca determinou o sacrifício de aves e animais, quer para homenagear entidades, quer para fortificar minha mediunidade. Nunca recebi um centavo pelas curas praticadas pelos guias. O Caboclo abominava a retribuição monetária ao trabalho mediúnico. Não há ninguém que possa dizer, no decorrer destes 66 anos, que retribuiu uma cura (e foram aos milhares) com dinheiro. ZÉLIO DE MORAES.

 

NÃO ENTENDO POR QUE A UMBANDA GLORIFICA IMAGENS, SE PARA O INTERCÂMBIO MEDIÚNICO ( MENTE A MENTE ) ISTO NÃO É NECESSÁRIO

Não é a Umbanda que glorifica imagens, mas os seus devotos, os umbandistas. Muito simples, sacralizamos imagens pois o Absoluto não pode ser conhecido pelo relativo, o Infinito não se percebe pelo finito e o Impessoal só é apreendido pelo pessoal, pois nós somos meros seres humanos relativos, finitos e pessoais. Esta comparação é inútil e demonstra uma falsa superioridade, pois o que é verdadeiramente útil é o amor despertado no microcosmo do homem, que é feito a imagem macrocósmica de Deus. O amor eleva a nossa sintonia universal, mediúnica ou não.

A VAIDADE DO MÉDIUM…

Os médiuns vaidosos são os mais visados pelos ataques das Sombras, sempre dispostos a atender aqueles que se encontram com o ego exaltado. Pela característica das manifestações mediúnicas na Umbanda, é exigido aos médiuns um esforço contínuo no sentido de manterem a humildade, eis que não existe Guia mais “forte” do que outro, pois os critérios que levam à concretização dos pedidos dos consulentes independem do nome da entidade que assiste o medianeiro, da sua hierarquia espiritual ou se está mais ou menos “incorporado” no “cavalo”. O que leva a brisa benfazeja para os que buscam a Umbanda para a cura, o alento espiritual, e até algumas questões que envolvam auxílio das falanges benfeitoras no campo, material, é nada mais que o merecimento, associado ao respeito do livre-arbítrio de todas as criaturas.
Essa é a maior dificuldade dos médiuns: discernir as fronteiras tênues do que intermediam com o Astral – se é adequado dentro das leis de equilíbrio e de causalidade que regem o carma de todos os seres. A ambição atiçada pelo ganho fácil e seguidamente provocada pelos elogios dos consulentes, que procuram agradar os médiuns em troca de favores, trabalhos milagrosos e toda sorte de ajuda que envolve as situações comezinhas da vida material, é como a ferrugem que lentamente e sem maiores esforços corrói fina ourivesaria.

– do livro JARDIM DOS ORIXÁS.

 

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