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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

CANTANDO E RINDO COM O TIO – IV*

CANTANDO E RINDO COM O TIO – IV*

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(No Astral ou na Terra, Azul é a Cor do Mar)

Porque você não se encanta mais com a música?

Por acaso, o seu coração, que sempre brilhou muito, murchou de vez?

Eu sei que você acha que envelheceu demais, mas, sai dessa, meu irmão.

Amor não tem idade. E, pasme, gostar de música é algo espiritual, é algo lindo.

Aliás, o que a música tem a ver com os reveses que você já passou?

Música é música, meu chapa! E quem não gosta, é chato e tem bicho de pé.

Quando eu vi você hoje, me espantei. Cara, como você murchou…

Não era você que me dizia que a música era a melhor coisa da existência?

Na vida, tudo passa… e você sabe disso. Então, por que guardou tanta mágoa?

Sabe?… Eu sou seu amigo, mas vou lhe dizer a verdade, na lata:

“Você é uma sombra de si mesmo, uma espécie de ex-você!”

Cadê aquele cara brilhante, que se emocionava com lindas canções?

Eu não quero lhe dar conselhos, mas, bicho, vá viver um pouco!

Cadê a sua risada, que iluminava o mundo? Cadê você, o cara real?

Não seja mais um bobão! Volte a ser você. Ligue o som, e olhe o mar.

Olhe para as estrelas. Se tudo passa, então deixe passar suas tristezas…

Meu velho, quando você desencarnar, na “hora H” eu virei buscá-lo.

E espero encontra-lo consciente e realizado. Se recupere logo, cara.

Jure que não vai ser mais um bobão! Que vai recuperar o gosto de viver…

Na sua “hora H”, eu vou cantar para você entrar rindo na Luz.

Nossas vidas mudaram. Hoje, eu estou voando e cantando por aí…

E você, definhando nas mágoas e nas coisas que já passaram (e murchando).

Não faça assim, não. Até o último dia dessa vida, curta música, meu irmão.

Pelo Amor de Deus, pense! Vá tomar um banho de mar e ser feliz.

Releve os reveses passados, não vale a pena ficar remoendo o que não deu certo.

Você ainda se lembra? Tem música no ar… Então, volte a ter razão para viver.

E, pelo Amor de Deus, volte a brilhar. Eu estou com saudades do seu sorriso.

Meu chapa, eu fico por aqui. Vou cantar, por aí… é o que sei fazer direito.

E sabe que tem um monte de gente por aqui que gosta? E isso me faz feliz.

Quando eu encontro alguém triste, eu canto. E, assim, melhoro os caras daqui.

O poder de cura da música ainda me surpreende. E eu estou nessa, com tudo!

Cara, falei demais, né? Não era essa a minha intenção… eu só quero ver você bem.

Lá na frente, nós nos encontraremos. Enquanto isso, eu vou fazendo a sua canção.

E você, vá vivendo e se encantando com a música, como outrora. Volte a ser feliz.

Tome banho de mar. Olhe as estrelas. Recupere o brilho. E volte a voar…

(Meu chapa, essa carta é para você, mas servirá para outros que também se deixaram levar pela mesmice mental endêmica que assola os caras da Terra. Como pode essa gente toda viver de forma murcha e sem música boa? Essa galera está “vivendo sem viver”, só se arrastando e se deixando levar… É mole, isso?).

– Companhia do Amor** –

A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 17 de junho de 2016.)

 – Nota de Wagner Borges (mestre de nada e discípulo de coisa alguma):

Mais uma vez, o Tio vem e arrasa! E, novamente, ele me emociona com a sua alegria. Como ele mesmo diz, “tudo passa”. E isso me lembra do ensinamento budista que fala da impermanência dos seres e das coisas aqui no mundo material. Sim, tudo muda, é lei da natureza. E quem se apega ao passado, sofre. E é por isso que é bom rirmos mais, inclusive de nós mesmos. Segundo o Tio, “nós ralamos muito aqui embaixo porque não relevamos as coisas e damos muita importância à picuinhas e pequenezas conscienciais”.

E quando ele me disse isso, riu muito e falou que também ralou e cometeu muitos erros, mas aprendeu a se virar “do lado de lá”, no Astral. E, hoje, ele presta assistência espiritual cantando para os espíritos tristes após a morte do corpo.

Esse é o Tio, irreverente, como sempre. E com a risada mais contagiante que conheço. E eu adoro quando ele aparece por aqui… porque me faz lembrar que rir é bom demais (ainda mais quando a risada é sobre o nosso próprio ridículo).

Finalizo esses escritos com um mantra que gosto muito: “Om Rir Om!”***

E Paz e Luz.

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