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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

COMO “LEMOS” O MUNDO ESPIRITUAL, A VIDENCIA E INCORPORAÇÃO

COMO “LEMOS” O MUNDO ESPIRITUAL, A VIDENCIA E INCORPORAÇÃO

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Pense num disco muito fino de metal, suspenso por um barbante, num silencio total, depois você liga uma caixa de som próxima com som alto, depois outra e assim por diante, o disco começara a vibrar mais a cada caixa que você liga, pois ele ressoa a frequências, assim são os médiuns de incorporação, e de vidência, talvez alguns de saúde também.
Alguns de nós nascemos com o Corpo astral um pouco mais distante alguns centímetros do agregado de corpos, o que nos torna igual aos discos finos de metal, ou a um lago calmo aonde se você jogar pedrinhas no meio provoca ondas.
Quanto maior esse afastamento ou capacidade de afastamento temporário desse corpo Astral maior a capacidade desse médium de “ler” as ondas ao seu redor, temos como já foi falado em artigos anteriores “neurônios espelhos muito desenvolvidos”, que se espelham no ser que está próximo a nós com energia dissonante (raiva, tristeza, um obsessor..), nos sentiremos mal estar, apenas de sentar próximo, ou ao chegar num determinado lugar que esteja carregado dessas energias ruins, e não temos botão de DESLIGA, será assim a vida toda, podendo aumentar.
Quando falamos em “desenvolver a mediunidade…”, é aprender a controlar essa enxurrada de vibrações que recebemos o dia todo e no trabalho espiritual.
Eu fui uma criança muito difícil, mal humorada, e me senti sozinha desde o dia que me lembro de pensar nisso, apenas meu fiel amigo e companheiro eterno, “uma voz que falava comigo” me acompanhou até meus 18 anos. Eu parecia não ter pele, as mínimas variações de energia ao meu redor me envolviam de um jeito devastador, tinha problemas familiares (era filha só do pai), e por mais que minha mãe amada que me criou tenta-se se aproximar eu parecia um bicho do mato….,só fui entender o que acontecia mais tarde depois de estudar e fazer muitas experiências.
Exemplo, descobri que se tinha que fazer um esforço físico como limpar a casa, músicas agitadas me dava energia, mas desde que eu não ultrapassa-se um certo tempo, ou teria um crise de fúria e dor de cabeça, se precisava estudar, músicas calmas e de piano, me acalmavam, e estudava tranquilamente (mesmo sendo THDA, tendo transtorno de déficit de Atenção e Hiperatividade).
Se precisava escrever sobre algo, era só ler textos semelhantes.
Isso me levou a procurar saber o que VIBRAVA DENTRO DE MIM, que botão era esse que eu podia acionar?
Cheguei a Glândula Pineal, a minha já comprovei com exames de ressonância Vibratória e bem cristalizada, e descobri que quanto mais cristais essa glândula tivesse, mais sensível ao mundo espiritual seriamos, àpartir de então assumi controle da minha mediunidade, passei a andar sempre que possível com música calma perto, ou fones de ouvido, no meu consultório hoje, o ambiente tem luz indireta, é acolhedor, e sempre com músicas calmas de relaxamento.
O que antes era quase impossível, conviver com os outros se tornou suportável, quando estou muito estressada, longos banhos me acalmam, cheiros de lavanda (limpam os ambientes), alias uso até nos detergentes de casa, esse aroma.
Fui testando outras coisas como que tipos de filmes me deprimiam (todos em que estive naquela época e foram experiências ruins), Inquisição, 2ª Guerra Mundial, Dramas Familiares, filmes de crianças órfãos, e por ai vai, passei a evitar, vejo somente os filmes de cunho histórico pois acredito que todo dirigente precise conhecer história, e como terapeuta de Vidas Passadas também.
Mas a alguns anos estudando (eternamente) o mecanismo de mediunidade veio a pergunta:
Porque nas escolas espiritas, ficamos 3 a 5 anos estudando somente obras de Allan Kardec (que são estudo pra uma vida toda…) , e ninguém ensina essas coisas práticas???
Há uns 5 anos também por ser muito sensível e acabar me tornando muito instável emocionalmente optei por tomar modulador de humor, foi um divisor de aguas em minha vida, me deu Paz, hoje continua com minha mediunidade ainda em expansão, mas tenho controle, sei meus pontos fracos e quando devo deixar fluir, como no trabalho espiritual, ou enquanto meu paciente de consultório não sabe me explicar a origem de sua tristeza, me concentro na mente dele, e vou tateando com perguntas até acharmos a origem, através do aumento da sensação de angustia que sinto sei aonde está o problema em vidas passadas, ou na infância atual.
Não tenho bola de cristal, apenas treinamento, como os parapsicólogos que treinavam seus médiuns, fui sendo treinada por meu mentor.
Outro exemplo foi a vidência,certa ocasião nos desdobrámos até determinado endereço e não vímos muita coisa da casa do consulente, meu mentor me disse, reduz essa luz que vê no ambiente a metade, reduzi…passei a ver nuances se mexendo no chão, e ele agora reduz a metade de novo, ficou tudo escuro, e ele, até no escuros se vê, olhe, …vi seres que rastejavam ligados a um vale terrível…tratamos.
Era a 4ª consulta daquela senhora que relatava uma angustia absurda, e nunca achávamos a origem estávamos achando que já era besteira dela, mania de achar que tudo era espiritual, a senhora melhorou,depois disso e eu fiquei pasma.
Ele me explicou que ao baixar a luz que via na minha mente eu diminuía a frequência, devo ter chegado a frequência do vale, tanto que o percebi no campo da senhora.
Enfim, temos um lindo violino, e uma vida para aprender a tocar, ainda estou aprendendo, tenho mais facilidade de ver baixíssimas frequências do que altas, é minha característica mediúnica, ser médium de exploração do baixo Umbral e de passado.
Como meu cérebro físico guarda muitas informações de imagens de filmes, e de história, olho muitos mapas antigos, criei um grande arsenal de memória para comparar quando vejo vidas passadas no centro espírita, consigo precisar épocas com quase exatidão, mas acontece um fato curioso, lugares em que não vivi, não consigo ser exata…
Talvez esse corpo Astral que vá desdobrado ao passado, não reconhecendo o lugar, só diz o que vê, e descreve o lugar, mas na memória do meu corpo Mental, esse lugar é novo… Logo não consigo dar a data aproximada nem local exato, sei o continente se é norte, sul, frio ou calor, mas só.
Em dado atendimento no grupo, vi um crime cometido pelo filho da senhora que atendíamos e vi uma cidade alemã, e disse o nome e que naquela cidade havia mais ou menos 10 mil habitantes, e que hoje já não era mais cidade mas um bairro, e que esse crime constava nos jornais, disse o nome de uma cidade alemã que nunca tinha ouvido falar, (pensei depois que viagem…), cheguei em casa e fui pesquisar encontrei tudo, fiquei estarrecida, meu mentor me disse que vivi lá e fui contemporânea do crime…
Enfim, tenho tentado escrever artigos que estimulem a curiosidade dos médiuns em se conhecerem, em pesquisarem e descobrirem como lidar com suas mediunidades, pois sei que há pouca literatura, e ensino isso no nosso curso, porque o mal que mais assola a espiritualidade de hoje é o animismo, é bonito VER…
E cansei de desmascarar VIDENTES…
Se você tem conhecimento histórico, e realmente é coerente em sua mediunidade sabe que há coisas impossíveis de existirem, e os achismos de muitos companheiros que passam 30 anos nas mesmas casas se achando superiores, e grandes videntes, continua, eu só gostaria de saber se os atendidos melhoraram???
Como não há um controle, ninguém sabe, e isso é ajudar o próximo???
Sem contar com o preconceito que já escurece qualquer manifestação mediúnica por que o médium se incômoda com as vestes ou opção sexual do paciente e faz uma incorporação tendenciosa, recebendo “si mesmo…”.
Cansei de ver PRETOS VELHOS darem xixis em pacientes, só que o tal Preto Velho nem estava incorporado, mas ao lado observando o animismo do médium… , pobres entidades quanto trabalho devem ter para doutrinar seus pupilos.
Por isso criamos protocolos, fichas de avaliação, e acompanhamos os pacientes em sua melhora, porque cansei de ouvir…
O PACIENTE NÃO MELHOROU POIS NÃO FEZ SUA PARTE…
Quem somos nós para julgar as pobres criaturas atordoadas por obsessões complexas???
É claro que 20% desse contingente de pacientes não quer se ajudar, mas as vezes não saiba como, eu só chego a essa conclusão depois de 1 ano de tratamento e em vários grupos, desobsessão, tratamentos de Corpos e de saúde, além do fraterno.
Ai sim, digo claramente, nós fizemos nossa parte ,mas tu precisa fazer a tua, ou meu amigo, esgotamos nossas alternativas, e ainda lidamos com a permissão carmica de cada um.
Enfim vamos nos conhecer melhor e estudar.
Pois vestir o jaleco branco e ir pro centro só sem saber exatamente o que está fazendo no ESPIRITISMO, não adianta, bendita é a Umbanda que ainda tem suas entidades que mesmo com seus “cavalos desinteressados de aprender conseguem executar um bom trabalho”

DEISE MARA ZANINI

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