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Desenvolvimento Mediunico

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Retirado de: vivenciaespiritualismo.net

MEDIUNIDADE – ATIVIDADES – I

26ª Parte

Podes ouvir e conversar com as pessoas que procuram conforto e saúde, porém não deves alimentar o mesmo desequilíbrio nas tuas emoções. (…) Seja qual for a situação dos nossos irmãos que sofrem, não devemos sofrer com eles. Bastam-nos os nossos fardos; (…)

(Miramez – espírito – Livro: Segurança Mediúnica – pág 18)Psicografia de João Nunes Maia – Editado por Editora Espírita Cristã Fonte Viva

Depois de vencida a fase tormentosa do início do despertamento mediúnico, conforme foi analisado naPrintScreen014 apostila 35, e restabelecida a harmonia do novato, inicia ele o exercício rotineiro da sua faculdade. Agora é mais um nessa enorme fileira dos que se prestam a intermediar o mundo dos invisíveis. Ver-se-á, por isso, guindado a uma função específica, de acordo com as suas possibilidades cármicas.

A adoção dessa atividade específica estará vinculada a duas situações condicionantes.

a) – Influência do espírito do médium sobre o trabalho que executa.b) – Influência do meio onde o médium desenvolve seu trabalho.

Antes, porém, de analisarmos separadamente cada uma dessas circunstâncias, verifiquemos sobre o mecanismo de funcionamento da mediunidade, para que mais fácil se torne a compreensão do que virá depois. Para tanto, estaremos nos inspirando no capítulo 6 do livro Espírito, Perispírito e Alma, de autoria de Hernani Guimarães Andrade, editado pela Editora Pensamento, e também no capítulo 6 do livro Nos Domínios da Mediunidade, de autoria de André Luiz, espírito, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, e editado pela Federação Espírita Brasileira.

Na apostila 17 mostramos tres modalidades sobre o estabelecimento da comunicação mediúnica. A seguir, dando seqüência à figura Fig-17B, daquela apostila, ilustraremos como esse contato se dá no fenômeno da incorporação.

A figura 36A apresenta os dois personagens do ato incorporativo. A entidade comunicante e o médium encarnado. Nas duas laterais da figura são mostrados os corpos desdobrados que os dois, respectivamente, possuem. Ao centro da figura, os vemos com seus corpos acoplados. Também no conjunto central da figura vemos o comunicante emitindo suas ondas de influência sobre o encarnado, como medida preparatória para levá-lo ao estado de transe.

Nos médiuns iniciantes, esse contato inicial funciona de forma semelhante ao sugestionamento hipnótico, onde a entidade submete à sua vontade a vontade do médium. Nos médiuns adestrados essa aproximação dispensa esse expediente. O médium possuidor de maior treino, e dotado de suficiente confiança, sem relutar, entrega seu corpo ao comunicante. Portanto, a figura demonstra a primeira fase da incorporação, com a aproximação da entidade comunicante, e a emissão de sua influência.

A figura ainda mostra que no conjunto de corpos da entidade comunicante, existe um elemento que chamamos de corpo Vital. Nos estudos precedentes não fizemos referência a ele, porém, esclarecemos, ele se comporta, no plano Astral, de formaanáloga ao funcionamento e utilidade do Duplo Etérico no plano Físico. Energiza o corpo Astral. Por ocasião da preparação de uma encarnação ele se dissolve. Situação idêntica acontece quando o indivíduo, por evolução, se livra do corpo Astral, transferindo-se em definitivo para o plano Mental.

Esta outra figura mostra a segunda fase da incorporação. Nela vemos: sob o efeito da influência da entidade, os corpos Astral e Mental do médium – C – se deslocam, separando-se do corpo Físico. Todavia, através do cordão de Prata, – D – todo o conjunto se mantém interligado. Essa separação quase não é sentida pelo médium treinado, porém no iniciante causa, às vezes, desfalecimento. Também, a separação citada deixa vago o corpo Físico, em disponibilidade para ser ocupado pelo corpo Astral – B – da entidade. Por outro lado a figura mostra o corpo Astral da entidade deslocando-se do que podemos chamar de sua base vital – A – , ou seja, do conjunto formado por seus outros corpos, que continuam interligados pelo cordão de Ouro – E – Sobre essa movimentação, André Luiz, à página 54 do citado livro, descrevendo o que acontecia com a médium por nome Eugênia, assim fala:

“Notamos que Eugênia-alma afastou-se do corpo, mantendo-se junto dele, à distância de alguns centímetros, (…) enquanto que (…) o visitante (…) inclinando-se sobre o equipamento mediúnico (…) se justapunha, à maneira de alguém a debruçar-se numa janela.”

 

Nesta outra figura temos a terceira fase da incorporação. Vamos primeiro descrever as partes do desenho.A – E´ a base Vital do comunicante.B – Conjunto incorporado, composto pelo corpo Físico do médium, e seu Duplo Etérico, e o corpo Astral do comunicante.C – Corpos Astral e Mental do médium, distanciados da sua base física.D – Cordão de Prata do médium interligando sua base física aos corpos Astral e Mental.E – Cordão de Ouro interligando a base vital do comunicante com seu corpo Astral.

Portanto, o que a figura mostra, embora de forma simples, é como ficam integradas, no fenômeno da incorporação, as partes do médium e as do comunicante. Quando há total confiança por parte do médium, seu afastamento permite que o acoplamento do comunicante seja completo. Todavia, nos médiuns iniciantes, esse afastamento, por vias da desconfiança, é apenas parcial.

Devido a isso o acoplamento também não se completa no todo. Não ocorre o perfeito acoplamento necessário ao bom resultado do fenômeno. Neste caso, o comunicante terá que se esforçar muito mais para fazer-se compreendido, pois a interferência do médium é bloqueante. Seu pouco afastamento causa impedimento à aproximação total do manifestante, e prejuízo aos resultados finais.

Entretanto, é importante que esclareçamos que em quaisquer das duas circunstâncias, acoplamento completo ou parcial, o controle da comunicação sempre estará sob o domínio do médium. A qualquer momento, quando ele assim o quiser, poderá interferir no andamento do processo de comunicação, pois, por mais afastado que esteja, consciencialmente em seu conjunto Astral/Mental, continuará, porém, interligado à base física pelo cordão dePrata, e por este fazer a censura e controle da comunicação.

Para comprovar a existência desse controle que pode ser exercido pelo médium, reproduzimos abaixo outra citação de André Luiz, do mesmo livro Nos Domínios da Mediunidade, agora á página 55.

“Observei que leves fios brilhantes ligavam a fronte de Eugênia, desligada do veículo físico, ao cérebro da entidade comunicante, (…) Embora senhoreando as forças de Eugênia, o hóspede enfermo do nosso plano permanece controlado por ela, (…)”

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Com a exposição contida nesta apostila, ficou bastante evidente que ao médium compete desenvolver domínio sobre sua faculdade. Esse domínio deve ser exercido com base na confiança de sua habilidade, que se adquire com treino e vivenciamento. Sem essa confiança ele estará sempre tropeçando nos empecilhos que a si mesmo cria.

Esses empecilhos podem ser assim enumerados:1. Confundir comunicantes levianos por mentores sérios;2. Acreditar em toda e qualquer comunicação;3. Não saber como lidar com os vários tipos de comunicante e, por isso, se prender a um só tipo de manifestação;4. Sofrer constantemente com os fluidos pesados dos manifestantes doentes ou desajustados, sem saber como desses fluidos se livrar, sem magoar o manifestante;5. Oferece, ao comunicante, poucos conhecimentos próprios que, se mais fossem, em muito facilitariam a comunicação.

Como se adquire essa confiança ?, perguntarão.

a) Fazendo uso dos tres pontos básicos que, por sua abrangência, norteiam a todos os Seres, quais sejam: Conhecimento, Compreensão e Fraternidade.b) Resignando-se ao fato de que somente pela somatória dos muitos anos de vivência mediúnica, associada aos pontos básicos acima enumerados, poderá sentir-se suficientemente médium.

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Na apostila seguinte veremos a questão da influência do espírito do médium na comunicação.

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Para nossa reflexão, reproduzo abaixo trecho de Léon Denis, contido em seu livro No Invisível, á página 67, editado pela Federação Espírita Brasileira, que assim diz:

“A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres, e, sobretudo, a terna solicitude do bom Espírito que a envolve em seu amor, em seus fluidos vivificantes. Quase sempre, porém, querem fazê-la produzir frutos prematuros, e desde logo se estiola e fana ao contacto dos Espíritos atrasados.”(Grifo nosso)

Bibliografia:

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns – capítulos 17, 18, 19 e 20 – Livraria Allan Kardec EditoraLéon Denis – No Invisível – capítulo 5 – Federação Espírita BrasileiraAndré Luiz/Francisco Cândido Xavier – Nos Domínios da Mediunidade, capítulos 5, 6 e 22 – Mecanismos da Mediunidade – Missionários da Luz, páginas 14 e 17 – No Mundo Maior, páginas 66, 67, 72 e 98 – Evolução em Dois Mundos, páginas 66, 67, 69 e 98 – Todos editados pela Federação Espírita BrasileiraHernani Guimarães Andrade – Espírito, Perispírito e Alma – Editora PensamentoHermínio Corrêa de Miranda – Diversidade dos Carismas, volumes I e II – Editora Arte e Cultura Ltda. –Alquimia da Mente e A Memória e o Tempo, editados por Publicações Lachâtre Editora LtdaEdgard Armond – Mediunidade – Editora AliançaEmmanuel/Francisco Cândido Xavier – Roteiro – Federação Espírita BrasileiraMiramez/João Nunes Maia – Segurança Mediúnica – Médiuns – Médiuns – Editora Espírita Cristã Fonte VivaLancellin/João Nunes Maia – Iniciação, Viagem Astral – Editora Espírita Cristã Fonte Viva Waldo Vieira – Projeciologia – capítulos 67, 130, 315, 371, 372, 391, 404. Editado pelo autor

Apostila escrita porLUIZ ANTONIO BRASIL

Outubro de 1995

Revisão em Janeiro de 2007

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