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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

HÁ ALGO MAIS… UM AMOR, UMA LUZ. – CXXIV*

HÁ ALGO MAIS… UM AMOR, UMA LUZ. – CXXIV*

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Wagner Borges – www.ippb.org.br

Além, muito além, eu vi…
As crianças do sol.
E elas me disseram:
“Recorde: a Luz está em seu coração!
Você veio de uma estrela;
Está em uma estrela;
E irá para outra estrela.”
Então, elas riram…
E eu me admirei.
Sim, elas surfavam na Luz.
Ao longo dos eons e eons de tempo…
Elas se tornaram crianças do sol.
Brincando por entre as estrelas, elas me disseram:
“Você também é criança do Eterno!
Recorde: O Todo está em tudo.
Novamente, escreva sobre algo mais…
Um Amor e uma Luz.
E, depois, escute o seu coração…
Pois é nele que a Voz do Eterno canta.
E é canção de vida, sempre vida.”
Ah, elas me disseram isso, em Espírito e Verdade.
E eu me admirei ainda mais…
Então, deixei o meu coração voar com elas.
E fiquei aqui, rindo sozinho…
Pois a vida continua, sempre!
Na Terra, e além, há algo mais…
Um Amor e uma Luz.

P.S.:
Na vastidão da vida universal, todos nós somos crianças do Eterno.
Hoje está um dia chuvoso aqui na grande metrópole de aço e concreto.
No entanto, as crianças do sol vieram e levaram o meu coração.
E eu fiquei aqui, para escrever novamente sobre algo mais…
Além, muito além, aquilo que não se se vê com os olhos do corpo…
Um Amor e uma Luz, sempre**.

Gratidão.
Paz e Luz.

(Dedicado a Rabindranath Tagore, em Espírito e Verdade.)

– Wagner Borges – cada vez mais admirado…
São Paulo, 6 de abril de 2017.

– Notas:
* Esse texto fará parte do segundo volume do livro “Há Algo Mais… Um Amor, Uma Luz”.
Obs.: o primeiro volume do livro está disponibilizado para download gratuito no site do IPPB, no seguinte link:
http://www.ippb.org.br/blog/livro-ha-algo-mais-um-amor-uma-luz
** Enquanto eu passava essas linhas a limpo, rolava no meu som a música “Crossroads” – faixa 4 do CD “God Won’t Give UP” – do músico americano Neal Morse (ex-vocalista da banda americana de rock progressivo Spock’s Beard, que, atualmente, segue em sua carreira solo cantando temas religiosos – e realizando lindas canções, com o mesmo talento musical que sempre marcou sua carreira). Então, para quem quiser apreciá-la, deixo, na sequência, o seu link no Youtube.

Obs.: Para complementar esses escritos, também deixo, na sequência, um lindo poema de Rabindranath Tagore.

A ESCOLA DAS FLORES

– Por Rabindranath Tagore –

As nuvens de tempestade rondam no céu, as chuvas de junho se precipitam, e o vento úmido do leste corre pelo deserto para tocar sua música na flauta dos bambus.
Então, de repente, e não se sabe de onde, surgem multidões de flores, dançando sobre a relva em louca alegria.
Mãe, acho que as flores vão a uma escola embaixo da terra.
Elas têm suas aulas de portas fechadas e, se quiserem sair antes do tempo para brincar, a professora as põe em um canto, de castigo.
Quando cai a chuva, porém, é dia de festa para as flores.
Os galhos se entrechocam na floresta, as folhas murmuram ao sabor do vento selvagem, as nuvens trovejantes batem palmas com suas mãos gigantes, e as flores-crianças saltam fora correndo, vestidas de amarelo, rosa e branco…
Mamãe, bem sabes que a casa delas é no céu, onde estão as estrelas.
Não percebeste a vontade que elas têm de ir para lá?
Não sabes por que correm tanto?
Pois eu sei para quem as flores levantam os braços: elas têm a mãe delas, assim como eu tenho a minha!

(Texto extraído da excelente coletânea de poemas inspirados de Tagore, “Poesia Mística – Lírica Breve”, lançada no Brasil pela Editora Paullus).

Obs.: Rabindranath Tagore – escritor indiano, nasceu em Calcutá em 1861 e desencarnou em Bengala em 1941.
Depois de educação tradicional na Índia, completou a formação na Inglaterra entre os anos de 1878 e 1880.
Começou sua carreira poética com volumes de versos em língua bengali.
Em 1913, recebeu o prêmio Nobel de literatura.
Desde então, traduziu seus livros para o inglês, a fim de lhes garantir maior difusão. Em suas poesias, Tagore oferece ao mundo uma mensagem humanitária e universalista.
Seu mais famoso volume de poesias é Gitânjali (Oferenda poética).
Fundou, em 1901, uma escola de filosofia em Santiniketan, que, em 1921, foi transformada em universidade.

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