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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

NÃO ACHO UM GRUPO “BOM” PARA TRABALHAR MINHA ESPIRITUALIDADE

NÃO ACHO UM GRUPO “BOM” PARA TRABALHAR MINHA ESPIRITUALIDADE

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Olá,

Assim como escreve no texto a seguir Norberto Peixoto, vejo que temos muitos “mestres” intelectualóides de apostila e de cursos de finais de semana em diversas áreas, religiões, sistemas e linhas evolutivas.

Devoram 3 ou 4 livros, fazem 5 cursos, um em cada final de semana, pagaram R$ 2.000,00 por cada um e saem com um diploma lindo e orgulhoso de mestre de não sei o quê!

Enquanto existirem pessoas tentando comprar o “céu” e as medalhas “honrosas” espirituais com dinheiro, haverá quem as venda, os status evolutivos “avançados”.

E depois criticam a religião católica por ter vendido entradas para o céu no passado.

É a mesma coisa! A prostituição New Age!

E os sentimentos elevados e as práticas trabalhosas que temos que desenvolver e fazer todos os dias no decorrer da vida inteira ficam esquecidas.

O esforço próprio é substituído por uma medalha orgulhosa, e a humildade, a modéstia, a perseverança e a paciência ficam esquecidas no cofre escuro e fundo do coração do ser.

Todos temos esses egos, essas fissuras, eu me incluo, mas temos que tentar – ao menos tentar – devagar e com paciência a nos lembrarmos disso e continuar melhorando cada milímetro evolutivo sempre.

Abraços de paz e suas almas,

Dalton e Andréa – www.consciencial.com.br

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NÃO ACHO UM TERREIRO “BOM” PARA TRABALHAR MINHA MEDIUNIDADE

Por Norberto Peixoto – médium do Mestre Ramatís

Vejo hoje as pessoas com muita pressa. Já chegam no terreiro sabendo tudo, eles “de fora” explicando aos “de dentro” o que é e o que não é da religião, num aprendizado superficial, “pasteurizado”, de apostila meramente, sem vivência. Ocorre que o saber dentro da Umbanda é adquirido ao longo do tempo. Não se pega tudo pronto, só de comprar a apostila ou fazer o curso aqui ou acolá.

Não se aprende tudo de uma vez em poucos meses, já dizendo-se “pronto”. O saber é formado a partir das experiências, da sabedoria que é passada através dos mais velhos, das situações inusitadas que ocorrem dentro do templo sagrado, das inúmeras orientações que nossos Guias nos passam. É claro, não podemos também nos fechar e não nos interessarmos por aspectos históricos e mitológicos, em nos abrirmos para estudar.

Todavia, reflitamos que àqueles que acham que estão fazendo o certo ao não se fixarem em nenhum terreiro, pois nada está ao alcance de seus conhecimentos, só mostra a falta de preparo, falta de humildade em seguir uma casa, em se ter pertencimento a um grupo, comunidade e à uma egrégora. Quem muito se deixa levar como folha ao vento é sinal de que não tem nada a oferecer. Os galhos se fixam no tronco, o tronco se sustenta numa raiz.

Muitos entram entusiasmados e rapidamente na Umbanda. Poucos, creio que muito poucos, tem a paciência de esperar o tempo certo, vivenciado numa corrente, para criarem em si as condições propiciatórias à Umbanda entrar em seus corações.

Tenho 45 anos de batizado na Umbanda. Fazem 15 anos que tenho casa aberta e sou zelador à frente de um Congá. Ainda hoje me sinto incapaz para a Umbanda entrar plenamente em meu frágil coração, tanto ainda que me resta vivenciar e aprender.

Axé,
Norberto Peixoto.

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