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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

O VERDADEIRO ESPÍRITO DA DOUTRINA ESPÍRITA: UNIVERSALISMO

O VERDADEIRO ESPÍRITO DA DOUTRINA ESPÍRITA: UNIVERSALISMO

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“ESPÍRITOS ESPÍRITAS” ???

Sempre enfatizando que o espiritismo constitui a mais sensata síntese da Sabedoria Milenar oferecida ao homem terráqueo de mentalidade ocidental, Ramatís prioriza o maior ensinamento que subjaz em todas as grandes doutrinas, sempre solenemente esquecido pela quase totalidade de seus adeptos: o universalismo.

Com raras exceções, todos têm se esmerado em desmentir, com os atos, o ensinamento dos mestres e profetas, avatares e enviados que dizem seguir, enquanto aproveitam os menores e mais vulgares pretextos para apedrejar os adeptos de outras crenças.
Inédito mesmo é constatar a incongruência de alguns extremistas que chegam a inventar uma nova categoria de habitantes do Além; os “espíritos espíritas”… Classificação sectária, corrosiva em seu separativismo, que desmente a universalidade fraterna desse “cristianismo redivivo” que sonhou Kardec (1).

Parecem aqueles que cultivam o preconceito racial astral, que impugnam os pretos velhos nas mesas mediúnicas, como se espírito tivesse cor (e se tivesse?!) e não pudesse falar como lhe aprouvesse…Claro que, se algum se apresentasse com sotaque francês, faria o maior sucesso.

(1) “…eis o credo, a religião do Espiritismo, religião que pode conciliar-se com todos os cultos, isto é, com todas as maneiras de adorar a Deus”. Allan Kardec, em um discurso proferido em Paris, a 1/11/1868. Fonte: A Reencarnação, FERGS.

O CHOQUE QUE OS AGUARDA NO ALÉM

Grande e doloroso vai ser o choque de realidade de tais mentalidades ao despertarem no Além, constatando a total ausência de centros espíritas, “purezas doutrinárias” e outros instrumentos bons para estabelecer currais mentais a fim de manejar os encarnados, mas totalmente ausentes no Mundo Maior, onde se encontra simplesmente a Grande Realidade, fora de rótulos, separativismos e “doutrinas”, já que a verdade é uma só, nunca teve rótulos nem fronteiras, e onde os espíritos felizes se identificam só pelas afinidades íntimas.

Que decepção ao descobrirem mestres orientais, pretos-velhos e caboclos, médiuns espíritas e vovós benzedeiras, magos antigos e modernos, ocultistas e pastores protestantes, padres e freiras católicos, monges budistas e tibetanos misturados nas mesmas comunidades, junto com ex-espíritas, ex-judeus, ex-protestantes, ex-ateus, ex-umbandistas, ex-hinduistas, ex-islamitas, ex-iludidos do sectarismo…todos simplesmente espíritos, aprendizes do Conhecimento Único.

Uma decepção para os que gostariam de ver mantidas no Além-Túmulo as hierarquias, os separativismos, a imutabilidade dos dogmas e o exercício do poder sobre as consciências alheias, que tanta satisfação nos dá enquanto ainda dele precisamos para a satisfação do ego.

CONTRARIANDO KARDEC: O “INDEX DE LIVROS PROIBIDOS”

Seria inacreditável, se não se explicasse pela permanência dos hábitos clericais seculares, a manutenção de um “index dos livros proibidos” que alguns tentam impor aos espíritas, alegando que estudar qualquer obra de outras correntes reencarnacionistas irá prejudicar-lhes as mentes.

Melhor seria se o estudo amplo, honesto e imparcial preconizado pelo professor Rivail pudesse concluir o que viria enriquecer as informações da doutrina, ou não.
Aliás, ao que se sabe, o livre-exame corajoso foi o que permitiu ao Mestre Allan Kardec superar as prevenções e ir olhar de perto o mistério que se escondia sob a animada dança das mesas girantes.

Tivesse o lúcido professor virado o rosto, repetindo o “absurdo, impossível e ridículo” de seus contemporâneos acadêmicos, nada de Doutrina Espírita…

URGE UM RETORNO AO VERDADEIRO ESPÍRITO DA DOUTRINA

Aos que amamos o espiritismo e veneramos o verdadeiro Kardec, universalista, imparcial, eterno buscador da verdade, propugnando o exame permanente e a incorporação ao espiritismo de todas as verdades, numa doutrina evolutiva e progressista, bem ao contrário dos sarcófagos de crenças que sempre engessaram o espírito humano, já nos assalta a suspeita de que seria preciso um movimento de retorno ao real “espiritismo de Kardec”, algo sufocado pela poeira dos anacronismos, interdições e personalismos autoritários que andam diminuindo a chama do archote que devia aclarar os caminhos da busca do Conhecimento.

Porém, nas estradas do tempo, todos nos encontraremos com a Verdade, que se oculta em cada curva, velada por infinitos véus, aguardando que os possamos retirar um a um, na sucessão de iluminações que produzem a expansão de consciência rumo ao infinito.

Fechar os olhos aos que nos entreabrem novas janelas de percepção é no mínimo um desperdício pueril – embora nos idos da Idade Média fosse o padrão.

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