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Ramatis Livros Espíritas Universalistas

Fanáticos contra e a favor

Nossa posição em relação aos fanáticos pró e anti ramatistas

“Daí de graça” – estamos cansados de ouvir de gente religiosa, moralista, piegas e improdutivas o refrão “cristão”: “daí de graça o que de graça receberes”. Como se não existisse despesas na confecção dos livros, sites e outros trabalhos multimídia criativos. Há quem adore dar esmolas[1] e se ache o “bom cristão” por isto. Se você quer mesmo “dar de graça” está desafiado: pague a metade dos livros que deseja doar, que doaremos a outra metade, com critério e rigor. Exigir doação dos outros é fácil, queremos ver você fazer. As consultas espirituais com base mediúnica é que devem ser de graça!

Kardec dependeu da venda do Livro dos Espíritos para se manter. O problema é o vício e comodismo, da preguiça mental e do paternalismo de gente ignorante e mal acostumada, que se acovarda da auto evolução espiritual pessoal sem priorização através do esforço próprio exigindo tudo dos outros e nada de si. – “O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros”. Confúcio.

[1] NOTA: dar esmola é a pior coisa que se pode fazer para ajudar. Melhor agasalhar e alimentar (tarefa de consolação), mas melhor mesmo é educar e instruir e ensinar a pescar (tarefas de esclarecimento) ao invés de dar o peixe e ainda depois enfiar a doutrina (seja ela qual for) garganta abaixo de um ser que já estava humilhado pelas próprias necessidades.

Cara a tapas – estamos aqui e em outras mídias mostrando serviço, consequentemente revelando a qualidade de nosso trabalho, e claro e óbvio, nossos defeitos e limitações também, dando a “cara a tapas” para todos, mas principalmente ao ego alheio, que na rara situação de mostrar serviço “melhor” que o nosso, pode estar portando o ranço repugnante de sua superioridade exclusivista. Ranço este do qual nós (Dalton e Andréa) dispensamos e preferimos trocar pela modéstia consciencial lúcida e madura de quem renuncia seguir a liderança alheia, mas assume o próprio epicentrismo consciencial numa produção ORIGINAL e sem imitação ou descaso com o trabalho alheio. Não precisamos “cortar a cabeça” dos outros para crescer, muito pelo contrário, aplaudimos o bom trabalho alheio sem o cartesianismo subrepitiliano da competição evolutiva mesquinha e imoral de anunciar qualquer sentimento patológico de “superioridade evolutiva”, “moralismo espiritual/espírita”, “purismo doutrinário”, etc.

Divergências – Não somos religiosos, nem espíritas, nem místicos, nem “esotéricos”, nem conscienciólogos, nem evoluciólogos, nem cristãos, nem budistas, nem hinduístas, nem orientalistas ou ocidentalistas e nem nada “New Age”. Somos livres-pensadores “universalistas”, ecléticos, multi / interdisciplinares e respeitadores de todas as linhas de pensamento e opções evolutivas, embora tenhamos convergências e divergências conceituais com elas. Essas divergências são naturais e sadias. Planam ao nível do pensamento e das ideias e não no nível umbilical do desafio, do rancor, da disputa evolutiva, do despeito, do ressentimento ou do ódio dissimulado que a maioria delas ostenta em nome da “verdade” e de seu Mestre, referência evolutiva, guru consciencial ou Avatar.

Universalismo – atualmente (2012) até o universalismo tem nome e características. Cada linha e grupo que conheço se diz universalista, mas está cheia de autoimportância, de preconceito e de dogmas discretos (e até francos), inclusive os de hierarquia não assumida baseados no tempo de casa – tipo “tenho 50 anos de espiritismo”…. O misticismo está cheio de “universalismo”, o holismo está cheio de “universalismo”, as …logias estão cheias de “universalismo”, o espiritismo e o espiritualismo estão cheios de “universalismo”, etc. Um dia me perguntarão: qual o seu universalismo? Será o crístico? O búdico? O dhármico? O ortodoxo? O científico? O neocientífico? O Se este desgaste já é patente, então só nos resta encontrar outro termo para tentar conceituar a abrangência e profundidade de nossa busca de conhecimentos, da sabedoria e das “verdades” conscienciais do universo. Logo estaremos dizendo que não somos mais universalistas, somos apenas (auto) Pesquisadores Conscienciais. As palavras não são suficientes para traduzirem a profundidade das ideias, ou como diz Ramatís, grandes ideias não cabem num pote de barro.

Ramatistas – não somos ramatistas! Não compreendemos as pessoas que adoram mitificar os mestres espirituais e entidades extrafísicas, até mesmo Ramatís, cuja bandeira principal é o universalismo, a síntese, a lealdade e a reforma íntima. Portanto, apesar de apreciarmos e respeitarmos muito o espírito Ramatís (que nos honra com sua presença eventual e não é babá de ninguém) não o louvamos com sendo “deus”, perfeito e sabe-tudo.

Há dois tipos de fundamentalismo: os apaixonadamente contra e os apaixonadamente a favor. Fundamentalismo não é discernimento. Só para ilustrar, no nosso canal no Youtube, o filme da vida de Ramatís é o que possui mais visitas, em detrimento de outros conteúdos, inclusive mais técnicos ou mais poéticos – www.youtube.com/daltonroque – e nos perguntamos: por que isso? Um Mestre não deseja reverência ou “puxa saquismo”, mas deseja trabalho útil a comunidade e é o que fazemos.

Hercilistas – Ramatís surgiu à primeira vez através do excelente médium Hercílio Maes de Curitiba, PR, que produziu uma extensa obra de conteúdo relevante. [Em 2010 foi lançado um livro excelente sobre a vida de Hercílio, pelo seu filho Mauro Maes]. Foi este início, através deste pioneiro médium, que Ramatís imprimiu a maior e mais profunda emoção em seus leitores e simpatizantes. Naquela época Ramatís não tinha muitas opções literárias e intelectuais no meio social e então teve que ser sutil e iniciar no meio espírita através de uma linguagem simples e mesmo assim despertou uma polêmica avassaladora. Dessa forma esses leitores gravaram em seus conscientes e em seus inconscientes que o estilo do médium era o estilo de Ramatís. Realce a expressão “estilo definitivo e engessado de Ramatís”. Na verdade Ramatís, um espírito técnico e avançado, foi sutil, pois naquela época não havia nem terminologia (neologismos) e nem sinapses humanas capazes de entenderem o que ele precisava escrever e ser entendido.

Mas o que descobri é que com Hercílio foi apenas o início, apenas um grão de areia numa praia e o maior estava por vir através de outros autores. Assim esses leitores apaixonados de Ramatís se tornaram “hercilistas”, crendo (fé) que era estilo de Ramatís e que são “ramatistas”. Mas não, era estilo de Hercílio (com devido mérito e respeito – pois sou fã de Hercílio), e era uma época, uma fase, apenas uma fase necessária e importante para o início de um trabalho maior. Digo, com convicção íntima, com certeza serena e soberana, que Ramatís NÃO POSSUI ESTILO X OU Y, ele produzirá suas obras conforme a necessidade da época, a capacidade da ferramenta (médiuns), a possibilidade da tecnologia (multimídias) do momento e sempre ligeiramente acima da condição intelectual da média dos encarnados. Por isso mesmo, o próprio Ramatís me diz que ser “ramatista” é somente ser universalista.

Fraternidade – mas em princípio e em generalidade não temos nada contra quem se considera “ramatista” e/ou “hercilista” e outros (também auto-alegados) médiuns de Ramatís. Para qualquer efeito somos parceiros e todos esses possuem nosso apoio e respeito, mesmo que a recíproca não seja verdadeira (e geralmente não é mesmo por causa da mesquinha competiçã do meio).

Inquisição – não estamos preocupados a nos adequar ao que é consenso entre os médiuns de Ramatís ou entre os leitores do mesmo. Sentimos-nos livres para desafiar o consenso a qualquer momento. Não respondemos por Ramatís e nem ele é responsável por nossos erros, limitações e distorções. Somos apenas coautores de um trabalho maior, onde muitos outros também participam.

Alguns poderão comparar e dizer que “alguém é melhor que nós”, ou que “nós somos melhores que alguém”, ou que “não somos tão fiéis ao estilo antigo de Ramatís” e coisa e tal. Não nos importamos com isto, cada trabalho tem seu valor independente de comparações e o fato é que cada trabalho agrada mais a uns e menos a outros por questões de simpatia e afinidade e ninguém é melhor que ninguém. Somos mini peças de um maximecanismo. Uma consciência extrafísica evoluída não possui ego e não necessita nem mesmo de ter seu nome na obra que ajudou a criar, menos ainda com o estilo do animismo de seus médiuns, seja este animismo consciente (como o meu) ou inconsciente como outros, pois peças perfeitas ainda não existem.

Universalidade – Kardec foi inteligente e utilizou a estatística empírica como instrumento científico para filtrar as informações dos médiuns pesquisados. Abandonou o desvio padrão e reuniu os dados coincidentes e moldou O Livro dos Espíritos. Isto se chama universalidade das ideias. Baseando-se na universalidade das ideias, obtém-se confirmação das mesmas dentro do complexo universo da mediunidade e fenômenos parapsíquicos. Como acadêmico, pesquisador, admirador da ciência e do racionalismo espiritualista, tenho observado outros médiuns e/ou projetores confirmarem a presença de Ramatís em nossos trabalhos, entre eles, os mais ostensivos clarividentes conhecidos: Wagner Borges, Ilza Silva, Saulo Calderon (projetor), entre outros menos conhecidos e tão competentes e idôneos quanto estes citados.

Sou um pesquisador que questiona as próprias parapercepções e o próprio conhecimento, por não me achar superior e nem detentor de nenhuma verdade pessoal ou institucional, e cheguei a esta humilde conclusão, além de meu parapsiquismo e sensitividade pessoal, claro, e Ramatís, faz sim, parte ostensiva e operante de nossa produção e nosso trabalho pessoal, digital, virtual, real, literário e multimídia confirmado por estes colegas e amigos de serviço consciencial.

Você tem todo direito de não acreditar, mas se você utiliza a “fé” e o “achismo” pessoal para negar o serviço dos outros que não faz melhor, eu prefiro a pesquisa racional e imparcial assim como Kardec, ou seja, lhe sugiro a universalidade do conhecimento que veiculamos em comparação com outros autores.

Contra os fatos não há argumentos, apesar de que os argumentos também não servem para os fundamentalistas – fé irracional.

Abraços de Paz, Amor e Luz,
Dalton Campos Roque e Andréa Lúcia da Silva
Utilize nossos textos a vontade, mas cite a fonte e o site – www.ramatis.org – e nunca cite o e-mail. Obrigado.

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