O QUE É A EGRÉGORA DE RAMATÍS?

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Quando falamos em Ramatís, muita gente imagina apenas um espírito individual trabalhando com médiuns na Terra. Essa imagem é insuficiente. Nenhuma tarefa espiritual de maior alcance funciona com um único personagem isolado, por mais experiente que ele seja. Por trás de um trabalho existem equipes, afinidades, compromissos antigos, funções diferentes, níveis de responsabilidade e uma enorme rede de consciências encarnadas e desencarnadas. É nesse contexto que utilizamos a expressão egrégora de Ramatís.

Egrégora, em sentido espiritualista, é um campo coletivo formado pela sintonia, pelas energias, pelos pensamentos, sentimentos, objetivos e ações de determinado conjunto de consciências. Não é apenas uma “nuvem de pensamento” flutuando por aí, como às vezes se explica de forma simplista. Há consciências envolvidas, histórias compartilhadas, vínculos kármicos, afinidades, tarefas e uma psicosfera coletiva que se fortalece conforme seus integrantes alimentam determinados padrões.

A egrégora de Ramatís, portanto, não é constituída somente por Ramatís. Ele é uma referência importante e bastante conhecida entre nós, mas há inúmeros amigos espirituais, amparadores, médiuns, projetores, sensitivos, escritores, trabalhadores anônimos e outras consciências vinculadas a essa corrente universalista. Algumas atuam diretamente em trabalhos mediúnicos, outras na assistência extrafísica, outras na inspiração de ideias, na sustentação bioenergética, no esclarecimento ou em atividades que nós sequer percebemos.

UMA EGRÉGORA NÃO É UM FÃ-CLUBE ESPIRITUAL

Aqui começa uma confusão frequente. Pertencer ou possuir afinidade com uma egrégora espiritual não significa fazer parte de um clube exclusivo, usar rótulo especial ou possuir algum tipo de privilégio cósmico. Na obra Reflexões sobre Ramatís e sua Egrégora, faço questão de combater justamente essa ideia de favoritismo. Nenhuma entidade elevada necessita criar castas de médiuns preferidos, grupos especiais ou servidores com medalhas espirituais no peito. O que conta é o trabalho realizado, a intenção, a qualidade consciencial e a capacidade real de servir. Reflexões sobre Ramatís

Aliás, quanto mais alguém precisa dizer que pertence à “egrégora tal”, mais eu recomendo observar com calma. A afinidade verdadeira aparece no comportamento. Se a pessoa fala de universalismo e vive atacando outras linhas, há uma contradição. Se fala de fraternidade e cria exclusões, há outra. Se fala de cosmoética, mas precisa provar que seu médium, grupo ou mentor é superior aos demais, alguma coisa está fora do lugar.

Uma egrégora sadia não deveria inflar o ego. Deveria ajudar a diminuí-lo.

COMO SE FORMA ESSA SINTONIA?

A sintonia com uma egrégora é construída. Pensamentos repetidos, emoções, atitudes, escolhas, estudos, práticas espirituais, bioenergias e principalmente o padrão ético da vida criam afinidades. Não basta colocar uma imagem de Ramatís na parede, acender incenso, repetir um mantra ou ler todos os seus livros. Essas coisas podem funcionar como recursos de evocação e concentração, mas são secundárias diante da qualidade da consciência.

Em Mensagens de Ramatís e Amigos Espirituais, aparece uma ideia que considero bastante significativa: é fácil usar crachás, títulos, símbolos e ornamentos; difícil é merecer o amparo da egrégora. Livro Mensagens de Ramatis 2026… Essa diferença é fundamental. A pessoa pode dominar todos os símbolos externos e continuar vibrando competição, orgulho, preconceito e agressividade. Outra pode nem conhecer profundamente a literatura de Ramatís, mas viver com fraternidade, honestidade, disposição de servir e abertura universalista. Qual delas estará mais próxima da sintonia real?

A espiritualidade não trabalha apenas com discurso. Trabalha com frequência consciencial, afinidade e mérito.

A EGRÉGORA ATRAVESSA OS DOIS PLANOS

Outro ponto importante é compreender que essa rede envolve encarnados e desencarnados ao mesmo tempo. Em minhas obras, apresento a atuação de Ramatís associada à Fraternidade da Cruz e do Triângulo e a diversos amigos espirituais. Mensagens de Ramatís e Amigos Espirituais, por exemplo, é explicitamente apresentada como uma obra anímico-mediúnica inspirada por Ramatís e por diferentes consciências ligadas a essa fraternidade. Livro Mensagens de Ramatis 2026…

Isso significa que, quando determinado médium trabalha, não precisamos imaginar Ramatís parado ao lado dele o tempo inteiro soprando frases em seu ouvido. Essa visão infantiliza um mecanismo muito mais complexo. Existem equipes de apoio, espíritos compatíveis com aquele médium, revezamentos, aproximações temporárias, inspirações à distância e diferentes graus de interação anímico-mediúnica.

Eu mesmo nunca entendi meu trabalho como uma linha telefônica exclusiva com Ramatís. Há diversos amigos espirituais participando, alguns mais próximos, outros ocasionais, e boa parte do processo utiliza minha própria bagagem consciencial, meus conhecimentos e meu animismo. A obra é construída em equipe. O encarnado participa, o plano extrafísico participa e ninguém precisa fingir que um livro caiu pronto do céu.

EXISTEM PESSOAS LIGADAS À EGRÉGORA SEM SABER?

Sim, perfeitamente.

Afinidade espiritual não depende de identificação consciente. Uma pessoa pode possuir vínculos antigos com determinado grupo evolutivo e passar boa parte da encarnação sem saber disso. Pode inclusive realizar tarefas convergentes com aquela egrégora sem jamais utilizar seu nome. Na perspectiva multiexistencial que utilizamos em nossas obras, os vínculos entre consciências atravessam várias existências e também os períodos intermissivos.

Isso ajuda a entender por que algumas pessoas encontram determinado conhecimento e sentem imediata familiaridade. Não estou dizendo que toda simpatia seja prova de vida passada ou pertencimento a alguma equipe espiritual; isso seria ingenuidade. Mas existem reencontros conscienciais, recuperações de ideias e afinidades que se manifestam de maneira bastante natural durante a vida.

Em Reflexões sobre Ramatís e sua Egrégora, apresento os tarefeiros ligados a esse grupo como consciências ainda imperfeitas, cheias de karmas e necessidades de aprendizado, mas comprometidas com determinados trabalhos de esclarecimento e assistência. A egrégora não transforma ninguém em superior. Ela apenas cria um campo de cooperação entre consciências com certas afinidades e compromissos. Reflexões sobre Ramatís

TODA EGRÉGORA TAMBÉM RECEBE AQUILO QUE ALIMENTAMOS

Esse ponto merece atenção. Uma egrégora não é um recipiente onde apenas recebemos energias. Nós também contribuímos para ela. Quando um grupo alimenta fraternidade, estudo sério, assistência, discernimento e respeito, fortalece determinado padrão coletivo. Quando alimenta intrigas, competição, inveja, culto à personalidade e ataques a outros grupos, também cria um campo correspondente.

Por isso sempre achei curioso alguém dizer que “defende Ramatís” enquanto promove conflitos em nome dele. Uma atitude assim pode defender um personagem criado pela própria mente, mas dificilmente representa o universalismo que atribuímos à sua egrégora.

Toda participação espiritual possui responsabilidade. Ao entrarmos num grupo, divulgarmos uma ideia ou falarmos em nome de uma linha, acrescentamos alguma coisa à sua psicosfera. Podemos acrescentar lucidez ou ruído, fraternidade ou competição, esclarecimento ou fanatismo.

É uma forma de karma coletivo em miniatura.

COMO SE APROXIMAR DA EGRÉGORA DE RAMATÍS?

Eu não complicaria. Estude com seriedade, mantenha discernimento, trabalhe suas bioenergias, ajude quando puder, evite fanatismo, cuide da própria reforma íntima e não transforme diferenças em inimigos. Quem tiver afinidade maior encontrará seu caminho naturalmente.

Não é necessário fazer juramento, pertencer a instituição ou receber autorização de ninguém. A sintonia espiritual verdadeira não depende de burocracia terrestre.

Também não é preciso desejar tornar-se médium de Ramatís. Há muitas formas de servir. Uma pessoa pode escrever, ensinar, cuidar de animais, ajudar alguém em sofrimento, trabalhar honestamente, educar filhos, desenvolver ciência, praticar assistência ou simplesmente melhorar seu ambiente familiar. O dharma não possui uma única aparência.

A egrégora de Ramatís, como a compreendo, não é um lugar para onde alguém entra depois de receber um convite. É uma rede de afinidades conscienciais construída através do tempo, do karma, do dharma e principalmente daquilo que cada consciência faz com o conhecimento que possui.

No fim, talvez a pergunta mais útil não seja “eu pertenço à egrégora de Ramatís?”. A pergunta melhor é: o que estou acrescentando às egrégoras das quais participo?

Essa resposta diz muito mais sobre nossa espiritualidade.

Dalton Campos Roque
ramatis.org
consciencial.org

 

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