O QUE É A FRATERNIDADE DA CRUZ E DO TRIÂNGULO?

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Quando se fala em Ramatís, cedo ou tarde aparece o nome Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Para quem está começando a estudar o assunto, pode parecer o nome de uma sociedade, religião ou organização espiritual específica, semelhante às instituições que conhecemos aqui na Terra. Não é essa a melhor forma de compreendê-la. Dentro da visão apresentada em minhas obras, trata-se de uma grande comunidade espiritual universalista, formada por consciências de diferentes níveis, especialidades e experiências, trabalhando dentro de um objetivo evolutivo comum.

Ramatís é seu integrante mais conhecido entre os encarnados, mas isso não significa que seja o único, nem necessariamente a consciência mais elevada que participa dessa fraternidade. Há mentores, orientadores, trabalhadores e consciências muito mais discretas que atuam sem qualquer interesse em aparecer para nós. Em Estudos Espiritualistas, deixo bem claro que, embora Ramatís seja o nome mais conhecido dessa fraternidade no plano físico, existem nela grandes consciências trabalhando silenciosamente, sem preocupação com fama espiritual ou reconhecimento humano. Liv ESTUDOS ESPIRITUALISTAS 202…

UMA FRATERNIDADE UNIVERSALISTA

A principal característica da Fraternidade da Cruz e do Triângulo é o universalismo. Em minha visão, sua função não é criar mais uma religião ou produzir uma nova casta de seguidores, mas contribuir para ampliar a percepção consciencial da humanidade, fazendo uma síntese útil entre conhecimentos do Oriente e do Ocidente. O Oriente acumulou uma tradição enorme em metafísica, meditação, yoga, estados de consciência, bioenergias e introspecção. O Ocidente desenvolveu com enorme competência a metodologia, a ciência, a tecnologia, a lógica e o pragmatismo. Isolados, ambos possuem limitações; integrados com discernimento, podem produzir uma visão mais ampla da consciência.

Foi justamente essa síntese que procurei desenvolver em várias de minhas obras. Em Estudos Espiritualistas, descrevo a Fraternidade da Cruz e do Triângulo como decorrente dessa integração dos conhecimentos orientais e ocidentais, cuja característica central é o universalismo e cuja influência procura dissolver lentamente pequenos grupos dogmáticos, fechados e egóicos, ampliando de modo cosmoético a percepção consciencial humana. Liv ESTUDOS ESPIRITUALISTAS 202… Não se trata de destruir religiões, atacar escolas ou desprezar tradições. Trata-se de ampliar. O universalismo saudável não elimina diferenças; aprende a conviver com elas e extrair conhecimentos úteis sem se tornar escravo de nenhuma delas.

Isso também explica por que os trabalhos relacionados a Ramatís podem apresentar assuntos tão diferentes. Num momento encontramos conteúdos sobre Jesus, noutro sobre Hinduísmo, Budismo, karma, dharma, chacras, mediunidade, projeção astral, vida extrafísica, ciência, cosmoética ou reforma íntima. Para uma mente doutrinariamente fechada, isso pode parecer dispersão. Para uma visão universalista, é perfeitamente coerente. A consciência humana não é dividida em departamentos religiosos.

UMA EGRÉGORA MAIOR QUE SEUS MÉDIUNS

Outro erro comum é imaginar a Fraternidade da Cruz e do Triângulo a partir dos médiuns encarnados. Os médiuns são trabalhadores temporários no plano físico, sujeitos a limitações, erros, condicionamentos culturais, problemas emocionais, karmas, talentos e dificuldades pessoais. Não são representantes perfeitos do plano espiritual, nem deveriam ser transformados em santos ou autoridades infalíveis.

As próprias mensagens presentes em minhas obras trabalham essa questão. Os médiuns possuem competências intelectuais, emocionais, bioenergéticas, parapsíquicas, profissionais e culturais diferentes. Por isso recebem tarefas diferentes e produzem trabalhos diferentes. Nenhum médium precisa ser cópia de outro. Pelo contrário, suas diferenças podem ser aproveitadas dentro de uma estrutura maior de trabalho. Na visão transmitida por Ramatís em Reflexões sobre Ramatís e sua Egrégora, os médiuns funcionariam como portadores de peças diferentes de um quebra-cabeça maior, cada qual tentando cumprir determinada parcela de seu dharma. Reflexões sobre Ramatís

Isso ajuda também a compreender por que não faz sentido transformar a Fraternidade da Cruz e do Triângulo em propriedade de um médium, grupo ou instituição. Nenhum encarnado é “dono” da fraternidade. Ninguém possui procuração cósmica para decidir sozinho quem pertence ou não pertence a ela. O trabalho espiritual é muito maior do que as pequenas disputas humanas que surgem em torno dele.

UMA COMUNIDADE DE TRABALHO, NÃO UM CLUBE ESPIRITUAL

Em Espiritualidade Fácil, apresento essa fraternidade como uma grande comunidade universalista relacionada às colônias e aos trabalhos extrafísicos, onde diferentes consciências se preparam para tarefas que poderão desenvolver durante a encarnação. Cursos intermissivos, programações existenciais, afinidades, capacidades e necessidades kármicas participam desse planejamento. Livro Espiritualidade Fácil – I… Isso significa que estamos falando de uma estrutura de trabalho evolutivo, e não de uma organização criada para alimentar vaidade espiritual.

Ninguém deveria imaginar os integrantes dessa fraternidade usando medalhas, títulos pomposos ou disputando posições. Quanto mais elevada é uma comunidade extrafísica, menos sentido possuem os padrões de competição e ostentação típicos da Terra. Hierarquia espiritual saudável significa organização, responsabilidade, experiência e capacidade de servir. Não significa superioridade egóica.

Dentro dessa perspectiva, Ramatís atua como orientador, articulador e referência importante, mas o trabalho é coletivo. A própria obra Mensagens de Ramatís e Amigos Espirituais já evidencia isso no título: são mensagens atribuídas não apenas a Ramatís, mas a diversos amigos espirituais ligados à Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Livro Mensagens de Ramatis 2026… A espiritualidade funciona muito mais em equipe do que nosso personalismo terrestre costuma admitir.

CRUZ, TRIÂNGULO E A SÍNTESE DOS CAMINHOS

Há várias interpretações simbólicas possíveis para a expressão “Cruz e Triângulo”, mas prefiro não transformar símbolos em dogmas. O mais importante está na proposta consciencial da fraternidade: integração, universalismo, fraternidade, conhecimento, amor e serviço. Uma consciência pode compreender muito pouco de símbolos e realizar um excelente trabalho evolutivo; outra pode dominar todo o simbolismo esotérico e continuar arrogante, competitiva e incapaz de conviver com quem pensa diferente.

O símbolo jamais deve ser mais importante que o conteúdo.

Se alguém deseja compreender realmente a Fraternidade da Cruz e do Triângulo, considero mais produtivo observar os princípios que aparecem repetidamente nos trabalhos vinculados a essa egrégora: abertura mental, universalismo, responsabilidade kármica, cumprimento do dharma, desenvolvimento do discernimento, fraternidade, serviço, estudo e reforma íntima.

É aí que a teoria começa a fazer sentido.

Não precisamos pertencer formalmente a coisa alguma para colaborar com uma fraternidade espiritual. Se nossas atitudes favorecem esclarecimento, cooperação, respeito, assistência e ampliação da consciência, já estamos trabalhando na mesma direção. O nome da equipe é secundário; o que conta é a qualidade da obra realizada.

A Fraternidade da Cruz e do Triângulo, portanto, não deveria ser transformada em mais uma bandeira para separar pessoas. Sua própria essência aponta exatamente para o contrário: a síntese do conhecimento, a cooperação entre diferentes caminhos e a lenta superação dos muros que nós, encarnados, ainda insistimos em construir.

Dalton Campos Roque
ramatis.org
consciencial.org

 

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