QUEM É RAMATÍS? UM MESTRE ESPIRITUAL ALÉM DOS RÓTULOS

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QUEM É RAMATÍS? UM MESTRE ESPIRITUAL ALÉM DOS RÓTULOS

Falar de Ramatís parece simples até começarmos a observar a extensão de sua obra, a diversidade de médiuns pelos quais se manifesta e, principalmente, a amplitude de sua proposta espiritual. Quando tentamos encaixá-lo dentro de uma religião, escola ou doutrina específica, já começamos diminuindo aquilo que pretendemos compreender. Ramatís é um mentor espiritual ligado a uma ampla egrégora de trabalho voltada ao esclarecimento, à fraternidade e à evolução consciencial. Sua atuação possui forte característica universalista. Por isso encontramos em seus ensinamentos elementos que dialogam com o Espiritismo, a Umbanda, o Cristianismo, as tradições orientais, o esoterismo, a mediunidade, as bioenergias, a reencarnação, o karma, o dharma e diversos outros campos do conhecimento espiritual. A palavra importante aqui é universalismo. Universalismo não significa misturar tudo irresponsavelmente e criar uma salada espiritual. Também não significa aceitar qualquer ideia apenas porque parece bonita. Significa ter maturidade suficiente para reconhecer que a verdade não pertence a um grupo, religião, médium ou instituição. Esse é um dos pontos que considero fundamentais para compreender Ramatís.

RAMATÍS NÃO TEM DONO

Ao longo do tempo surgiu uma tendência humana bastante conhecida: transformar mestres em propriedades particulares. Criam-se grupos, preferências, disputas de autenticidade e, depois, alguém resolve determinar quem pode ou não pode falar em nome de determinado mentor. Isso é profundamente humano. Egos gostam de territórios. No caso de Ramatís, isso se torna ainda mais contraditório porque sua própria proposta é essencialmente universalista. Em minha obra Reflexões sobre Ramatís e sua Egrégora, deixo claro que ninguém pode reivindicar a propriedade de Ramatís, de sua egrégora ou de suas ideias. O universalismo não combina com clubismos, favoritismos mediúnicos ou castas espirituais.

Reflexões sobre Ramatís

Um espírito experiente não necessita produzir cópias humanas padronizadas. Os médiuns possuem formação, personalidade, cultura, conhecimentos, limitações, talentos, karma e dharma diferentes. Consequentemente, as mensagens também apresentam diferenças. Isso não deveria surpreender ninguém. Um professor pode ensinar a mesma matéria para turmas distintas utilizando exemplos diferentes. Um médico pode explicar a mesma doença de maneiras diferentes conforme o paciente que está diante dele. Por que um mentor espiritual experiente seria menos flexível?

Nas comunicações atribuídas a Ramatís em minhas obras, ele explica justamente que os talentos dos médiuns são considerados dentro da própria organização do trabalho espiritual. Há médiuns com maior facilidade literária, outros mais técnicos, outros poéticos, intuitivos, sensitivos ou didáticos. A equipe espiritual trabalha com essas características em vez de simplesmente anulá-las.

MINHA RELAÇÃO COM RAMATÍS

Minha própria relação com Ramatís não começou com a intenção de ser médium dele. Quando comecei a escrever intensamente em Foz do Iguaçu, no final da década de 1990, percebia claramente um fluxo de inspiração e mediunidade, mas não estava preocupado em descobrir um nome para aquilo. Eu escrevia. As ideias vinham com enorme velocidade, acompanhadas de analogias, tabelas, esquemas, conceitos, comparações e conhecimentos espiritualistas.

Em uma visita à minha casa naquela época, Wagner Borges me disse que meu amparador estava diretamente ligado à equipe de Ramatís. Recebi aquilo como mais uma informação. Eu ainda não possuía a dimensão do trabalho que surgiria depois. Livro Mensagens de Ramatis 2026…

A convicção pessoal tornou-se muito mais forte em 2002, durante uma viagem a Barra Velha, Santa Catarina, quando recebi uma mensagem cuja identificação energética e emocional, para mim, foi absolutamente marcante. Foi a partir desse processo gradual que passei a assumir conscientemente essa parceria mediúnica. Livro Mensagens de Ramatis 2026…

Também foi nesse período que percebi melhor aquilo que havia ocorrido durante a elaboração de O Karma e Suas Leis. Grande parte do livro havia sido escrita entre 1998 e 2003, em fragmentos independentes, sob um fluxo mediúnico muito intenso. A compreensão mais clara da participação de Ramatís veio depois. Livro Mensagens de Ramatis 2026…

Não conto isso para me apresentar como alguém especial. Ser médium não transforma ninguém em consciência evoluída. Mediunidade é ferramenta. O que fazemos com ela depende de nossa lucidez, cosmoética, responsabilidade e capacidade de autocrítica.

QUAL É, ENTÃO, A PROPOSTA DE RAMATÍS?

Para mim, uma palavra sintetiza boa parte dela: expansão.

  • Expansão da consciência.
  • Expansão dos paradigmas.
  • Expansão da fraternidade.
  • Expansão da capacidade de enxergar além das fronteiras religiosas e culturais que nós mesmos criamos.

Ramatís não precisa que alguém abandone sua religião. Também não precisa que alguém se declare “ramatista”. Aliás, quando o rótulo se torna mais importante que a transformação interior, alguma coisa já saiu do lugar.

A espiritualidade proposta por essa egrégora aponta para responsabilidade pessoal, karma, dharma, reencarnação, autoconhecimento, reforma íntima, fraternidade e serviço. Esses assuntos aparecem repetidamente nas mensagens e estudos ligados ao trabalho, desde reflexões sobre felicidade e culpa até textos sobre karma, discernimento, evolução e fraternidade universal. Livro Mensagens de Ramatis 2026…

A obra Mensagens de Ramatís e Amigos Espirituais, por exemplo, reúne assuntos como fraternidade universal, mestre e discípulo, autoconhecimento, paz interior, felicidade, culpa, dharma e discernimento consciencial. Livro Mensagens de Ramatis 2026… Isso mostra uma característica que considero importante: espiritualidade precisa descer das nuvens e chegar à vida.

  • Não adianta estudar centenas de páginas sobre planos espirituais e continuar tratando mal as pessoas.
  • Não adianta conhecer chacras e desconhecer o próprio ego.
  • Não adianta falar de karma sem observar as consequências dos próprios atos.
  • Não adianta admirar Ramatís e esquecer a fraternidade.

RAMATÍS É UM CAMINHO OU UMA REFERÊNCIA?

Prefiro vê-lo como uma referência. O caminho é da consciência. Mestres, mentores, médiuns, livros, religiões e filosofias podem ajudar, mas nenhum deles deve substituir nossa responsabilidade evolutiva. A própria essência do universalismo exige autonomia e discernimento. Ramatís pode ser estudado por espíritas, umbandistas, espiritualistas independentes, projetores astrais, pesquisadores da consciência e até por pessoas que não desejam pertencer a grupo algum.

Aliás, talvez estas últimas até possuam certa vantagem: chegam com menos caixas prontas para colocá-lo dentro. Conhecer Ramatís, portanto, não deveria significar simplesmente aprender quem foi determinado espírito, decorar suas supostas encarnações ou discutir qual médium seria mais legítimo. É muito mais útil estudar suas ideias, confrontá-las com nossa experiência, usar o discernimento e observar se aquele conhecimento nos torna seres humanos um pouco mais conscientes. No fim das contas, a melhor homenagem a qualquer mentor não está na fotografia que colocamos na parede. Está no tipo de consciência que estamos construindo dentro de nós.

Dalton Campos Roque
ramatis.org
consciencial.org

 

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