• Brasil
Ramatis Livros Espíritas Universalistas

Hercílio Maes e Ramatís

Hercílio Maes e Ramatís

Facebooktwitter

Hercílio tinha 3 anos de idade quando Ramatís apareceu e foi visto por ele. Hercílio contava aos amigos a experiência:

“…foi um reencontro que, ainda menino, não consegui compreender intelectualmente. Contudo, sensivelmente, reconhecia o peregrino que viveu na Atlântida, há 28 mil anos, na Índia dos Vedas, há mais de 5 mil anos, no Egito, como grão-sacerdote no reinado do faraó Amenhotep IV, em Alexandria, como Filon, e numa última existência terrena, como sacerdote indochinês Ramatís.”

(…)

Aos 30 anos, após ver aflorar a mediunidade, Hercílio Maes teve novo contato com Ramatís, com o qual possuía laços espirituais desde eras remotas, conforme descreve no prefácio do livro A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores:

“Ao completar trinta anos de idade, um dia, após breve leitura, quando repousava no leito, eis que, inesperadamente, a sua imagem ressurge na tela do meu pensamento, embora sem a precisão dos detalhes que pudera notar-lhe na minha infância. E, através do fenômeno da “audição mental”, pressentia-lhe a voz no silêncio e na intimidade da minha alma, como a lembrar-me de certo compromisso de trabalho em relação a um objetivo ideal. Nesse aquietamento de espírito, imagens e fragmentos de paisagens egípcias, chinesas, hindus, gregas e outras, desfilavam na minha mente como um filme cinematográfico, causando-me
emoções tão cheias de encantamento que, ao despertar, eu tinha os olhos em lágrimas; e, no recesso da minha alma, sentia-me, efetivamente, ligado a uma promessa de ordem sacrificial, desinteressada e realizável, embora entre as opiniões mais contraditórias. Daí a minha atual despreocupação quanto à crítica favorável ou contrária aos comunicados que recebo de
RAMATIS, certo de que só o decorrer do tempo comprovará as realidades do que ele tem enunciado por meu intermédio.

Nessa época, eu tentava o desenvolvimento mediúnico, pois o excesso de fluidos, que vibravam em mim, transformou-se num fenômeno de opressão e ansiedade, que me levou aos consultórios médicos, ingressando, então, na terapia de sedativos e tratamentos de neurose e de sangue, sem que, no entanto, conseguissem identificar a verdadeira causa do meu estado, o
qual era todo de ordem psíquica. Felizmente, um amigo sugeriu-me que eu devia “desenvolver-me num centro espiritista”. Aceitei a sugestão e, efetivamente, em menos de trinta dias, recuperei minha saúde, quanto a esse estado aflitivo e anormal de perturbações
emocionais. Devotei-me, então, a uma leitura intensa do setor espiritualista. Todavia, não consegui livrar-me da complexa confusão anímica, que é a “via-crucis” da maioria dos médiuns em aprendizado. No meu deslumbramento de neófito, alvorocei-me no anseio de obter ou desenvolver, o mais depressa possível, a mediunidade sonambúlica, pois ainda ignorava que as faculdades psíquicas exigem exaustivo esforço ascensional e que a disciplina, o estudo, a paciência e o critério cristão são os alicerces fundamentais do bom êxito. Além disso, a dor, com todos os seus recursos impiedosos, assaltou-me por largo tempo; doente, fui
submetido a quatro operações cirúrgicas; sofrimentos morais, aumentados ainda por prejuízos econômicos, fecharam-me naquela situação acerba em que a alma se vê forçada a olhar as profundidades de si mesma em busca de um mundo extraterreno, liberto das ansiedades mesquinhas e de caráter transitório.

Após ter imposto esse traçado a mim mesmo, um dia, escutei a voz amiga e confortadora de RAMATÍS para guiar-me. E, então, a minha mediunidade começou a florescer como a flor cuja raiz encontrou um solo rico de energias vivificantes.
***
Tempos depois, comecei a escrever, ativado por uma intuição viva e notando que as idéias, por vezes, me surgiam rápidas, tão aceleradamente que não me davam tempo de fixá-las em sinais gráficos, nem poder atender às regras da linguagem e ao ajuste coerente do vocabulário. Embora escrevendo sob o império da minha vontade, era intenso o jorro de pensamentos que ligavam, que explicavam e coordenavam o assunto em foco, avançando além da minha capacidade datilográfica.

Deslumbramentos súbitos, motivos cósmicos se delineavam inesperadamente, e eu quase perdia o contato com o mundo de formas. Houve momentos em que julguei ouvir o “cicio”‘ da irrigação da seiva no cerne da árvore e nas vergônteas e ramos da roseira. As
configurações limitadas das coisas materiais esfumavam-se na minha mente, e eu me sentia integrado no todo cósmico. Então, fui tomado pela euforia de querer transmitir a todos essa sensação transbordante de júbilo espiritual. Puro engano. Diante de olhares espantados e de críticas superficiais, sofri grandes decepções, que me fecharam num mutismo constrangido.

Alguns confrades não escondiam o temor de minhas palavras; outros citavam o exotismo das minhas divulgações. Tempos depois, acomodei-me, por ser tão impossível fazer-me entender quanto a um cego de nascença fazer com-prender os esplendores cromáticos da aurora boreal. Contudo, apesar desse ambiente de dúvidas, decepções e incompreensão, minha acuidade receptiva foi-se apurando até que, finalmente, foi possível colocar-me em plena afinidade com RAMATÍS, aquela figura resplandecente que eu vira na infância, podendo, agora, receber seus comunicados sobre assuntos e problemas substanciais como os desta obra.

Deslumbramentos súbitos, motivos cósmicos se delineavam inesperadamente, e eu quase perdia o contato com o mundo de formas. Houve momentos em que julguei ouvir o “cicio”‘ da irrigação da seiva no cerne da árvore e nas vergônteas e ramos da roseira. As
configurações limitadas das coisas materiais esfumavam-se na minha mente, e eu me sentia integrado no todo cósmico. Então, fui tomado pela euforia de querer transmitir a todos essa sensação transbordante de júbilo espiritual. Puro engano. Diante de olhares espantados e de críticas superficiais, sofri grandes decepções, que me fecharam num mutismo constrangido.

Alguns confrades não escondiam o temor de minhas palavras; outros citavam o exotismo das minhas divulgações. Tempos depois, acomodei-me, por ser tão impossível fazer-me entender quanto a um cego de nascença fazer com-prender os esplendores cromáticos da aurora boreal. Contudo, apesar desse ambiente de dúvidas, decepções e incompreensão, minha acuidade receptiva foi-se apurando até que, finalmente, foi possível colocar-me em plena afinidade com RAMATIS, aquela figura resplandecente que eu vira na infância, podendo, agora, receber seus comunicados sobre assuntos e problemas substanciais como os desta obra.

Link para o livro:  http://www.escoladaluz.com.br/livros/20130923_093413_6.pdf

Facebooktwitter